quarta-feira, 29 de julho de 2009

Ensaio sobre o filme "Língua: Vidas em Português"

Formação Continuada - Gestar II
Balneário Camboriú – 22/07/2009

Ensaio
Integrantes do grupo: Soleu, Leopolda, Cé, Rita e Itacir.

Um mesmo idioma e várias línguas: isso faz a diferença

No filme “Língua: Vidas em Português” percebemos que as pessoas estão unidas pela língua, não necessariamente pela cultura, apesar das suas especificidades. No momento em que vivemos não existem censuras, a não ser no sentido adequado e não- adequado diante de situações reais.

Pode-se notar, no documentário, que os personagens quando estavam desempenhando seu papel no filme, enquanto grupo social, utilizavam o mesmo idioma (norma). Porém, mantendo as diferenças dialetais e as marcas pessoais de cada um (idioleto).

O que se deve levar em conta atualmente no caso do trabalho com a língua, no panorama pós-moderno, é que os falantes não mantêm mais um paradigma único, resultado da percepção fragmentada da leitura de mundo. Portanto, não podemos apresentar a língua como uma unidade padronizada imposta por uma classe elitista. Isto quer dizer que deve haver vários textos com as linguagens próprias para representar essas múltiplas experiências.

Considerando-se o ensino da língua mais especificamente na escola, devemos distinguir, pelo menos, os seguintes tipos de gramática:
1. GRAMÁTICA NORMATIVA [PRESCRITIVA
Conjunto de normas que devem ser seguidas. Existe o CERTO e o ERRADO. Apresenta o ideal (imaginário).
2. GRAMÁTICA DESCRITIVA
Conjunto de normas que são seguidas efetivamente. Neste tipo de gramática trabalha-se com REGRAS OPERACIONAIS. Apresenta o possível.
3. GRAMÁTICA INTERNALIZADA
Conjunto de regras que todos os falantes nativos de uma língua possuem. São REGRAS NATURAIS.

Tratando-se da Literatura, que é uma arte, pode dar-se o luxo de não parecer literária, de parecer pobre ou até mesmo cheia de chavões. Por isso, não se deve relacionar a linguagem literária com a norma padrão e com o registro formal- porque representa apenas uma destas possibilidades.

Reportando-nos ao filme mencionado, os protagonistas, mesmo provenientes de diferentes culturas e de espaços geográficos diversos, além das diferenças de idade, ocupações, interesses, todos eles permaneciam com uma determinada identidade linguística: interagiam com “línguas diferentes”, porém dentro do mesmo idioma.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Seminário

Encontro do dia 16/07/2009


Neste encontro participaram além da palestrante, professora Rita de Cássia Chaves, bióloga, Especialista em Metodologia do Ensino de Ciências e Modelagem Matemática, os professores cursistas, Cláussia Tonetto Albuquerque e Carlos Pacífico de Almeida Filho.
Os palestrantes, transdisciplinarmente, interagiram conteúdos relacionados ao TP5 que abordaram temas ambientais, como conscientização sobre importância da água e o uso dos conectores em textos concisos e prolixos.

sábado, 11 de julho de 2009

Estilo, coerência, coesão e as relações lógicas

Construindo o fazer pedagógico...

No estudo da linguagem, o estilo é entendido de várias maneiras pela Estilística.
Entretanto, de modo geral é conceituado como resultado da escolha dos recursos expressivos capazes de produzir os efeitos de sentido motivados pela emoção e afetividade do/a falante. Assim, podemos analisar a sonoridade, significação e
formação das palavras, da constituição da frase e do discurso.
Sobre a coerência, torna-se interessante ressaltar que o mundo textual
é construído a partir das “pistas” textuais, em articulação com a situação
sócio-comunicativa e o conhecimento socializado entre os/as interlocutores.
Pois a versão do mundo real não precisa, necessariamente, corresponder à realidade. Porém deve haver uma continuidade de sentidos, como nas histórias de ficção.
Embora as relações lógicas sejam, primeiramente, operações de raciocínio lógico
expressas linguisticamente, a organização lógica de um texto depende também da situação de interação, ou do contexto. Por isso, a escolha de como será feita essa organização resulta sempre a uma intenção comunicativa que está incorporada ao próprio texto.
A exemplo do texto a seguir:

Diário de um louco

É noite ensolarada! Entro para fora do meu barco de pedra feito de madeira, quando vejo sem olhar os cocos caindo das palmeiras, no momento em que os elefantes pulam de galho em galho e a loira careca penteia seus longos cabelos pretos.
Ao meio-dia, eu jantava um sushi frito de carne vermelha enquanto lia o jornal de ontem as notícias de amanhã: “Fogo destrói caixa d’água e dois carecas brigam por um pente!”
Eu estava sentado em pé, de frente para o mar, via logo ali, a 462 mil quilômetros no açude seco, um cadáver sem braços que boiava abanando para mim. Ouvindo, não escutava um mudo matar um surdo a grito, enquanto me bronzeava na sombra, acontecia uma tempestade em um copo d’água.
Todas as pessoas resolveram tirar um pouco da poeira do mar, pois eles são alérgicos a tomate. À meia-noite, era 10:30h e eu tomava meu café que tinha gosto de suco, mas na verdade era água mineral.
Até que pensei tristemente, sem pensar dando gargalhadas, antes morrer do que perder a vida. Era noite, em meio a tempestade, o sol no horizonte, onde os peixes voavam livremente.
O frio de 40ºC me deixava quase congelado, se não fosse o ventilador que amenizava a situação, eu com certeza, teria me afogado, pois a banana não tem caroço! Agora, pergunto: Para que bicicleta se temos janelas em nossos quartos?
Bom, falando em pingüim, lembrei-me quando meu amigo paraplégico ganhou a “Copa do Mundo de Tênis,” nem podia ser diferente pois ele é ótimo ciclista.
Agora, vou começar a terminar o relato sobre esta história real de ficção científica e recomendo apenas para pessoas com mais de 78 anos e acompanhadas de seus pais.
Terminarei o restante deste fim trágico do meu dia de tantas alegrias trágicas.

Perfil das Cursistas

Turma Vespertina

Ana Cristina Wolff de Souza
Gosta de ser chamada Ana Cris, nasceu em Lages, no dia 28/06.

Casada, não tem filhos.
Concluiu o ensino médio em 2000. No final deste ano (2009), termina o curso

de Letras com habilitação em Português e Espanhol, na Uniplac.
Leciona no CEJA – Lages e na E.E.B. Padre Antônio Trivellin – Painel, SC.
O curso de Letras lhe ofereceu subsídios para ser educadora em Língua Materna.
Considera que, cursar o Gestar II e trabalhar em sala de aula é gratificante. Pois a contextualização e a troca de experiências entre os/as professores/as estão sendo bem proveitosas para sua profissão.

Aurora Silva de Melo
Nascida em Guaporé (RS), mas lageana por amor e opção a alguns anos, já catarinense.
Formada em Magistério pelo C.E.V.R.Jr. Iniciou as atividades pedagógicas em O.N.G. como monitora em creche, coordenadora pedagógica.
Formada no curso de Letras (Inglês/Português), pela Uniplac - Lages, Pós-Graduação em L.P., e ainda atuando na área de pré-escola.
Ingressou há 4 anos em sala de aula, nas áreas em que se formou.
É do signo de leão (11/08), adora conversar, lê muito, mas acha que precisa ler mais. Gosta do que faz na vida e cada aluno/a seu/sua faz parte do seu mundo.
Dá risada fácil, é fã de Bruno e Marrone, sempre vai à Festa do Pinhão.
Adora bailes. É amiga dos seus/suas amigos/as.
"Em uma folha qualquer eu desenho um sol amarelo."


Carolina Daniel Goulart
A maioria das pessoas a chama Carol. Nasceu em São Joaquim, SC. Reside no estado desde que nasceu. Mora em Lages há 32 anos. Tem dois filhos,
uma moça com 16 anos e um menino, com 13.
Cursou o 2º grau no Colégio Diocesano, hoje, Bom Jesus – Lages, SC.
Concluiu o 3º grau em 1986. Letras, na Uniplac, em Lages também. Plena em Português e licenciatura curta, em Inglês.
Em 1996 a 97, fez o Magister de Espanhol. E em seguida, pós-graduação em Língua Portuguesa. Todos os anos faz cursos de aperfeiçoamento. Atuando no magistério há 22 anos.

Edna Santos Vargas
Prefere ser chamada pelo apelido Déds. Nasceu em Lages - SC, onde

sempre morou.
Não tem filhos.
Formou-se em Educação Geral em 1994, na Escola Itinerante. Fez magistério

em Joinville - SC, no Colégio Celso Ramos e curso superior, Letras – Uniplac, em 1998, Lages.
E pós-graduação na área de Psicopedagogia, em 2005 – Facvest. Atua a oito anos no magistério. Trabalha na E.E.B. Godolfin Nunes de Souza há quatro anos.
O curso de Letras não lhe ofereceu subsídios para atuar na área da linguagem. Porém, o ensino médio contribuiu muito mais e posteriormente, a prática em sala de aula.
Ela espera com o Gestar II diversificar a sua prática em sala de aula com métodos novos e criativos, com ideias, sugestões e motivação para o seu trabalho.


Michele Maciel
A cursista Micheli não tem apelido. Nasceu em Lages – SC, onde mora até hoje.
Tem um filho de nove meses, que se chama Heitor.
Estudou sempre em escola pública e fez duas faculdades, uma de Inglês e outra, de Português e Espanhol (Letras).
É professora e já lecionou desde o pré-escolar até, educação de jovens e adultos.
Gosta muito de atualizar-se e fez vários cursos em sua área, como

pós-graduação em Interdisciplinaridade.
No momento, está cursando o Gestar II, o qual está adorando as novas experiências e o convívio com os/as colegas.

Mônica Regina Ribeiro Lins
Sempre foi otimista por natureza, acorda sorrindo e agradecendo a Deus pelas bênçãos.
Em sua escola, acredita ser uma educadora consciente e comprometida.
Gosta de aprender com as pessoas e ensinar. Pesquisa e procura novidades para melhorar a sua prática em sala de aula e humanizar a Educação.
Atua em uma escola com educandos/as de diferentes realidades.
Paulo Freire é a inspiração para o seu trabalho.
O Gestar II é fundamental para repensar a sua didática, aprender e trocar experiências.
O/as formador/as são professores/as cultos/as e cativantes, motivando-nos e iluminando os novos horizontes que surgem.

Sonia Maria Schuvart
Apesar de seu nome ser Sonia, foi o apelido que prevaleceu: Tuca, para a maioria das pessoas que a conhecem e professora Tuca, para seus alunos/as.
Nasceu em Veranópolis – RS, mas mora em SC, no município de Painel

há 29 anos.
Tem uma filha, linda que está com 15 anos.
No ensino médio, estudou na E.E.B.Vidal Ramos Júnior. Fez magistério, e foi
neste curso que aprendeu a dar aulas. Foi a base para sua profissão.
Fez Letras, na Uniplac, concluindo-o em 1990. Em 2000, terminou o Magister em Espanhol. Pós-graduação em Gestão de Qualidade na Educação, pelo IBEPEX, em convênio com a Uniplac.
Participou de vários cursos de capacitação, dentre eles: Progestão, Educação Fiscal...
O curso de Letras foi bom, ofereceu-lhe subsídios para ser educadora. Entretanto, não foi o suficiente, precisou buscar ajuda de colegas e participar sempre das capacitações que lhe foram oferecidas.


Salete Gomes Coelho
É natural de Palmeira. Sempre morou em SC.
Tem um filho.
Estudou no CIS (2° grau), Técnico Regular.
Atua no magistério há aproximadamente, 18 anos. Leciona na E.E.B. Nossa Senhora do Rosário.
Fez faculdade na Uniplac, curso de Letras.
E pós-graduação em Jabuticabal, São Paulo, na Universidade São Luiz.
Como educadora na área da linguagem, o curso de Letras deu-lhe condições para lecionar, oferecendo-lhe conhecimentos e estratégias para enfrentar a realidade.

Sandra Regina Cevei
É costume lhe chamarem de Sandrinha. Nasceu em Herval do Oeste, SC. E mora
em Lages, SC.
Não tem filhos.
No ensino médio, cursou Técnico em Contabilidade, com término em 1987. O curso superior foi Letras, especializando-se em Língua Portuguesa, no ano de 1995.
A pós-graduação, na área de gramática, em Amparo – SP.
Atua no magistério há dez anos. Leciona na E.E.B. Nossa Senhora do Rosário

há oito anos.
Foi através da prática, a qual lhe proporcionou os principais subsídios para o seu trabalho no dia-a-dia e não, no curso de Letras. O ensino médio foi muito enriquecedor, enquanto conteúdos.
Suas expectativas são adquirir e diversificar as práticas para novos métodos

de ensino.

Soraya Lopes de Matos Machiavelli
Nasceu em Sombrio, SC. Prefere ser chamada de Soraya.
Reside a 43 anos em Lages, SC.
Tem três filhos.
Fez magistério, no ensino médio, em 1982.
Letras, Português – Português, Literaturas Portuguesa e Brasileira, concluindo em 1987, na UFSC.
Pós-graduação em Psicologia da Educação, na Facvest.
Atua a aproximadamente 19 anos no magistério. Leciona na E.E.B. Aristiliano Ramos, para o ensino médio e fundamental, há mais ou menos, 10 anos.
O que espera do Gestar II é adquirir conhecimento, novas experiências e técnicas diversificadas de aprendizagem.


segunda-feira, 6 de julho de 2009

Encontro do dia 02.07.2009
















Visita à 3ª Bienal do Livro de SC

No dia 02/07/2009, após o lanche, fomos conferir com as/os cursistas do Gestar II CEDUP Renato Ramos as novidades da 3ª Bienal do Livro, no Centro Serra, em Lages.
Foi um excelente momento para análise de assuntos transversais, questionamentos a respeito de cultura, economia e desenvolvimento sustentável, abordagem temática do evento.