domingo, 8 de novembro de 2009

Linguagem e Cultura

Linguagem e comunicação

Cursista Ana Cris apresentando seu projeto.


Cursistas trabalhando a oficina.

Organização das festeiras e do festeiro para o
próximo encontro.

Momentos de descontração...


Avaliação da oficina.

A linguagem no cotidiano
Imagine um político explicando sua plataforma política aos eleitores/as de uma forma que não os/as convence. É como se uma parte dele confiasse no plano e estivesse convencida de seus benefícios, mas outra parte sua tivesse dúvidas a respeito de sua eficácia. Por este motivo, a comunicação será vacilante, insegura ou artificial (exceção feita aos bons atores, atrizes e àqueles que convencem a si próprios). – Conferir texto: O perfil do político ideal, no blog, postagem sobre linguagem figurada.
Já, a mídia se utiliza da linguagem mista, sobretudo, a imagem e a música. Além disso, existem as novelas (linguagem oral) que manipulam extremamente o comportamento das pessoas. Há, sem dúvida alguma, uma relação de causa e efeito entre a cultura de massa e o comportamento. E com muitas outras linguagens além da linguagem verbal. Os costumes em geral, a moda, a alimentação, a linguagem. Até, criam-se modos de falar: “indiano, catarina, carioquês, gauchês, nordestês”...
Por isso que as novelas são muito mais atuais, pois estabelecem um distanciamento com a vida de hoje.
Porém, dialogar pode ser muito mais complicado do que parece. A comunicação não envolve somente a linguagem verbal articulada, como escrita e fala, mas também compreende a linguagem não verbal. Mais antiga, ela se desenvolve de maneira complexa na sociedade contemporânea e abrange outras linguagens – a moda, os gestos, as gírias, a arte, os sons e os sinais, entre outros.
MUNDO EDUCAÇÃO/2009

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Linguagem Figurada

A linguagem figurada está presente em várias situações de nossas vidas. Tanto na fala quanto na escrita, como em letras de música, poesia, prosa, prosa póética...
É comum encontrarmos:
- metáfora: “Ela é um doce de pessoa.” (comparação)
- metonímia: “Adoro Carlos Drummond de Andrade.” (substituição = obra do escritor)
- pleonasmo: “Olhou com olhos de misericórdia.” (repetição)
- onomatopeia: “Buum! A porta quase partiu!” (sons)
- personificação: “O vento uivou na esquina.” (atribuições)
- hipérbole: “Chorou rios de lágrimas.” (exagero)
- antítese: “Entre a paz e as guerras, temos a esperança de dias melhores.” (oposição)
- ironia: “Sabe tudo sobre política! Não sabia em quem para votar.” (criticar)
- catacrese: “Ergueu a cadeira pela perna.” (uso comum; não existe expressão)
- eufemismo: “Ele faltou com a verdade.” (mentira; suavizar)
Entre outros recursos de linguagem expressiva.

Alguns exemplos:

O perfil do político ideal

Quero agradecer a todos os amigos que têm se empenhado de coração para me ver candidato. Infelizmente não posso aceitar. Sei que os adversários de sempre vão insinuar que essa minha recusa não passa de tática eleitoreira. Acostumado que estou à calúnia das campanhas, não me espanta que o digam. Respondo também àqueles que de forma melíflua espalham boatos, dizendo que de qualquer forma eu não estaria preparado para o cargo. Mais mentiras. Meu interesse sempre foi tão grande que, quando governador, cheguei a propor a construção de um centro cultural no meu Estado. Na época fui combatido pela ousadia do empreendimento. Disseram que tudo não passava de conchavo com empreiteiros gananciosos.
Há ainda os que me acusam de nepotismo pelo simples fato de alguns membros de minha família fazerem parte da minha equipe de assessores mais chegados. Pergunto a esses que me achincalham sem pensar nas conseqüências: que culpa tenho eu se o acaso quis dotar de talento a competência exatamente essas pessoas ligadas a mim por laços consanguíneos? Devem pagar com o ostracismo pelo simples fato de serem meus irmãos, primos, tias e sobrinhos?
Quanto aos que me atacam, por duvidar da minha honestidade, respondo com a minha declaração de bens. Se às vezes me vi às voltas com processos de corrupção foi tão-somente por excesso de confiança nos homens públicos que cercavam, estes sim, verdadeiros responsáveis por vários desvios ocorridos durante os anos do meu governo.
Chegaram até me chamar de alcoólatra simplesmente por causa de inocentes coquetéis ingeridos durante infindáveis recepções oficiais, das quais, como político, não poderia jamais ter me furtado. Admito um ligeiro estado de euforia em algumas dessas festividades, mas nunca devido à bebida e sim, por causa das datas patrióticas nelas festejadas. Quem quiser confundir um mero escorregão provocado pela lisura do assoalho com os tropeções desajeitados de um bêbado que o faça: sei que a História me fará justiça.
Os mais canalhas chegam ao cúmulo de afirmar que quando eu era proprietário rural mandei eliminar meus adversários políticos valendo-me de jagunços acobertados pelo delegado local, homem íntegro e justo, somente acusado pelo fato irrelevante de ser meu cunhado. A esses, não dou nem a satisfação da resposta. Se, por coincidência, quinze do meus inimigos mais ferozes morreram de morte violenta, só tenho a agradecer ao cruel e merecido destino que lhes era reservado, sem que eu tenha movido um dedo para precipitá-lo.
Finalmente, me dirijo àqueles que, sem mais argumentos para me conspurcar com sua lama, vasculham minha vida íntima, chamando-me de devasso. Minha esposa e companheira por mais de vinte anos conhece a minha retidão. Reconheço que por deveres de Estado várias vezes tive de me ausentar do leito conjugal ao anoitecer, mas nunca para degradar-me com prazeres ilícitos e pecaminosos e sim para lutar de peito aberto contra os que sempre conspiraram, na calada da noite, contra a Democracia e a Liberdade.
(Jô Soares)

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Não sei se a vida é curta
ou longa demais para nós.
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
Se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Amor que promove.

E isso não é coisa
de outro mundo.
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta,
nem longa demais.
Mas que seja intensa,
verdadeira e pura
Enquanto durar.
“Feliz aquele que transfere
o que sabe ...
e aprende o que ensina.”
(CORA CORALINA)

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Chá de jasmim

Ingredientes: Uma colher de chá das folhas do chá de jasmim para cada xícara de água fervente.
Preparo: Encha um bule em forma de pássaro com água do orvalho... ou das tuas lágrimas. Ponha-o em fogo brando até que a água comece a sorrir. Escute o suave ruído crescer até se tornar uma gargalhada .
Retire e despeje numa taça de porcelana, onde já repousam as folhas do chá de jasmim, colhido no terceiro mês da Lua Brilhante.
Mexa-o com uma colher vermelha pintada de dragões.
Depois cubra a taça com um pedacinho de seda azul – cor do céu depois da chuva. Sentirás um aroma doce como o do Jardim das Flores que não Murcham Nunca.
Leve a taça aos lábios e beba devagar sete pequenos goles.
Teu corpo ficará leve como a primeira névoa da manhã, e então, somente então, sentirás a felicidade suprema... (Chiang Sing)

domingo, 25 de outubro de 2009

Visita à E.E.B. Cora Batalha da Silveira, Lages/SC

PROJETO:

HINO NACIONAL BRASILEIRO

As cursistas Michele Maciel e Susy Christine Ramos Carbonera e Silva trabalharam a letra do Hino Nacional Brasileiro com os/as estudantes da 7ª02 e 8ª02, fazendo pesquisa em dicionários, no material “Pingo nos Hinos”, do autor Marcelo Redondo Silveira (Edição 2009/SC), leitura e interpretação com o livro “Juca Brasileiro e o Hino Nacional”, da autora Patrícia Engel Secco (Ziraldo e seus amigos).
Os/as estudantes mostraram uma versão dramatizada do Hino Nacional Brasileiro, no Salão de Apresentações da escola, através de declamações.
Estavam presentes, a comunidade escolar, a coordenadora do Gestar II, Janeth Telles Simas, as cursistas convidadas Carla Cristina de Liz da Silva, Neiva Machado Rafaeli e Geovana Buttner Oliveira Gasperin.
Devolução do Projeto: Hino Nacional Brasileiro


A cursista Geovana Buttner Oliveira Gasperin
aproveitou o momento para contar uma linda fábula.

Coordenadora do Gestar II, Janeth Telles Simas e
diretora da E.E.B. Cora Batalha da Silveira, Adriana Rafaeli.

Professora de História/Geografia, Mariza Lazzarin e estudantes da sétima 02.

Estudantes da oitava 02.

Cursistas: Susy C. R. C. e Silva, Carla C. de Liz da Silva,
Neiva M. Rafaeli e Michele Maciel.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Jeito de Mato

Paula Fernandes e Almir Sater

De onde é que vem esses olhos tão tristes?
Vem da campina onde o sol se deita.
Do regalo de terra que teu dorso ajeita.
E dorme serena, no sereno e sonha.

De onde é que salta essa voz tão risonha?
Da chuva que teima, mas o céu rejeita.
Do mato, do medo, da perda tristonha.
Mas, que o sol resgata, arde e deleita.

Há uma estrada de pedra que passa na fazenda.
É teu destino, é tua senda.
Onde nascem tuas canções.
As tempestades do tempo que marcam tua história
Fogo que queima na memória
E acende os corações.

Sim, dos teus pés na terra nascem flores.
A tua voz macia aplaca as dores
E espalha cores vivas pelo ar.
Sim, dos teus olhos saem cachoeiras.
Sete lagoas, mel e brincadeiras.
Espumas, ondas, águas do teu mar.



É uma simples homenagem,
Pela amizade que conquistamos...
Vídeo da música:Jeito de Mato (AMOR... Linguagem universal!)